domingo, 14 de março de 2010

Como é que é possível em tão pouco tempo baixares tanto na minha consideração?

Ainda “ontem” te considerava um amigo, ainda te considerava uma pessoa que me podia fazer rir, mas nem sei onde arranjei essa ingenuidade para pensar dessa maneira. Depois de tantas coisas que me fizeste, depois de tantas coisas que me disseste, só ter percebido agora que nem vale a pena te dirigir a palavra, que nem vale a pena o mínimo de esforço tentar ser tua amiga é muito baixo da minha parte. Tenho pena de ti, tenho pena que não vejas que se calhar tudo o que te fiz, tudo o que te disse foi para o teu bem, para não te magoar, para não te dar esperanças de uma coisa impossível. Mas isso agora acabou, escusas de me tentar dirigir a palavra depois do que andaste a dizer, nem sei se tenho a mínima vontade de voltar a falar contigo.
Tornaste-te para mim uma pessoa arrogante, egoísta, que só pensa em si. Estás totalmente o oposto de quando eu te conheci, há oito meses eras perfeito, eras fantástico, uma pessoa com quem dava prazer de estar, uma pessoa que conseguia pôr-me a sorrir apenas com duas simples palavras, que agora nem um único significado tem.
Essas palavras quando estava triste, quando estava num dia mau, bastava dizeres que me alegravam, punham-me um sorriso na cara, a minha mãe até me perguntava o que é que eu tinha quando olhava para o meu rosto e via o corado que ele estava. Agora, já nem vale a pena tentares pedir “desculpas”. Já te desculpei várias vezes por muitos erros que cometeste. Caí no erro de te ter dito que apesar de tudo eras meu amigo, caí no erro de ter acreditado quando também o disseste.
Já foste uma das pessoas mais importantes da minha vida, já passámos momentos inesquecíveis juntos, já cheguei a acreditar que tudo o que estivemos a viver naquela altura seria “para sempre”, mas agora não passas mais de um rapaz igual aos outros, um rapaz com a mania que “come todas”, com a mania que é bom, mas quando chega o momento sério, o momento de falar perde a coragem, e se torna um cobarde.
Tenho pena que acabe assim, mas foi o que quiseste, e meu caro… “Os teus desejos são ordens”.


Ana Raquel (:

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