terça-feira, 22 de junho de 2010

Amor, quero alimentar este amor como um filho meu, dar-lhe carinho, beijos, abraços, sorrisos, toques, tudo o que uma criança necessita para crescer bem neste mundo. Mas assim não consigo, sem o pai de quem eu quero que o filho seja, para também cuidar dele da melhor forma, com palavras inesquecíveis, com frases de gestos inacabáveis.
Este pai é e será sempre um mero amigo, nunca passará para a outra fase do pensamento. Pouco a pouco já me fui habituando a isso, já me habituei que amor entre nós os dois é uma coisa impossível, mas ao mesmo tempo continuo a querer, continuo a querer que este filho nasça, que venha ao mundo com a maior força possível, que cresça e que não morra.
Mas isto são só pensamentos, pensamentos impossíveis de acontecer, como um sonho onde vivemos num mundo cheio de príncipes e princesas, onde está sempre tudo bem e adquirimos tudo o que sempre quisemos.
Não percebo porque é que isto se chama amor, porque não uma simples amizade, porque é que a palavra amor nos remói pouco a pouco por dentro, porque é que nos faz chorar, porque é que nos faz sorrir quando sabemos que tudo está bem, porque e que nao conseguimos parar de falar da pessoa que nos apanhou?

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