domingo, 27 de junho de 2010

"O meu estômago transforma-se num pequeno jardim de flores, atraindo borboletas. O meu olfacto está sempre desejoso de voltar a sentir o seu perfume subtil. Os meus olhos anseiam admirar de novo aquele sorriso. Os meus lábios querem encontrar aquela face tão limpa de lágrimas, querem provar a boca dele. Quando está perto...Quando está longe. Mas a mente... a mente que comanda todos os impulsos, recomenda olhar o solo para evitar algo em que possa tropeçar e consequentemente cair. Ordena esquecer todo o resto, obriga-me a ser consciente e ponderada, mesmo que não o queira ser. Então só me resta mar em segredo, só me resta ter saudades e enganar o meu pensamento com assuntos fúteis, com míseros problemas. E assim vivo aquilo que sinto. Sinto mas não digo."
                         Ana Beatriz Isidoro Simões

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Pois... quando estou perto dele o meu mundo estremece, sinto um "nervoso" na barriga, dá-me uma vontade enorme de rir, de o abraçar, de lhe tocar, de ir a correr ao pé dele para sentir o seu perfume, de o encostar a mim para sentir o seu calor, de ter as nossas brincadeiras de novo, de poder tocar naquele seu cabelo macio como seda. Mas tudo isto é vivido em silencio, tudo isto é guardado para mim, como um segredo fechado a sete chaves.
O coração diz que o quer, mas a cabeça obriga-me a estar calada, em esquecimento profundo, para viver o que sinto, mas não lhe contar...
 Ana Raquel Almeida Santos Bandeira

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