quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Odeio-o

Sei que ele fica fodido quando digo que o odeio e depois lhe digo que o adoro e não consigo viver sem ele, deve ficar baralhado, e não deve perceber grande coisa e fica de certeza com uma vontade de me mandar à merda, mas sendo bom amigo como ele é não o faz e tenta resolver as coisas falando de outra maneira, mas depois, quem fica com vontade de o mandar a merda sou eu. Não suporto que ele não perceba porque é que o odeio, irrita-me quando ele pensa que falo mal dele nas costas quando faço exactamente o contrário. Mas, quando me perguntam se gosto dele as minhas respostas são:”interessa?” ou “Não! Eu odeio-o”. E, quando afirmam que gosto dele eu passo-me e digo que não! Digo sempre que o odeio, e é verdade eu odeio-o mesmo!

Odeio-o por querer estar com ele, e odeio os momentos depois de estar, porque é aí que aparecem de novo as saudades.

Odeio estar com ele, pois o meu nervosismo não se aguenta e eu começo a disparatar.
Odeio-o porque quando fala baixo, obriga-me a aproximar-me dele.
Odeio-o por eu ficar com um sorriso de anormal na cara depois de ter estado com ele.
Odeio-o por ter vontade de falar com ele e nunca saber o que dizer.
Odeio-o porque o seu perfume, se cola à minha roupa.
Odeio-o por ter o seu número e não lhe conseguir ligar.
Odeio-o por ter ciumes.
Odeio-o por não voltar a ser tudo como era dantes.
Odeio-o por me fazer feliz ao ponto de não querer voltar ao que era antes, pois prefiro conhece-lo bem demais do que ser apenas um mero conhecido.
Odeio-o porque discutimos a torto e a direito.
Odeio-o porque me faz ter discussões com ele, apenas para o fazer ver como o adoro.
Odeio-o por causa do seu sorriso.
Odeio-o porque sabe que eu penso nele.
Odeio-o porque sabe que não o consigo esquecer.
Odeio-o porque sabe que preciso dele.
Odeio-o porque sabe que não consigo viver sem ele.

“Mais do que tudo, odeio o modo de como não o odeio, nem um pouco, nem por um segundo, nem por nada…”

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