segunda-feira, 1 de novembro de 2010

P.

Quando escrevi este texto estava a ser o mais sincera possível, digo, disse e volto a dizer se for preciso, já me foste muito mais do que me és agora, perdi-te. Sim, perdi-te e isso já não me custa dizer, já me custou muito mais, mas já me habituei... É como um amigo meu me diz 'tanto depressa me habituo a uma pessoa, como me desabituo dela!'.
Passei momentos tão maus quando de repente decidiste desaparecer da minha vida, quando nos víamos e não íamos a correr ter um com o outro, é que me apercebi que já nada iria ser como era dantes.
Ainda tenho saudades, P. não vou dizer que não, conheço-te há nove anos, e nestes sete em que éramos inseparáveis, não se esquecem muito rapidamente.
Mas enfim, tenho de aprender que muitas das coisas boas acabam depressa, e nos já acabamos !
Não tens noção o perfeito que eras ao meu ver, não tens noção o bem que eu me sentia quando estava nos teus braços, e quando ficavas comigo só para eu não estar sozinha, quando me espetavas um sorriso no momento mais estúpido de sempre, quando tocavas a minha campainha e ficavas a minha espera á porta até eu descer, quando íamos para o meu quarto e ficávamos deitados na cama a conversar, quando saias da piscina e puxavas a tua toalha para junto da minha, quando íamos para a garagem só porque não tínhamos mais nada de interessante a fazer, quando decidias pregar-me sustos.
Mas o que me custa mais é quando entro naquele condomínio, parece que as imagens passam na minha mente como um filme, e quando olho para a piscina e te vejo lá.

O que eu mais queria era que ficássemos bem, mas já que nem isso dá para ter, pelo menos que tenha memórias boas...

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