Tenho saudades, tantas saudades desta terra que fica a vinte minutos de minha casa, aquela terra onde passo dias, mas muitos menos do que queria, aquela terra onde já fui muito feliz, onde praticamente só mando gargalhadas, mas onde tambem já chorei, aquela terra que quando eu a vejo fico com os olhos a brilhar, com um nervoso na barriga e com um tremelique no corpo todo.
Esta terra é como uma terceira casa, como se um bocadinho de mim estivesse sempre lá e, de qualquer forma está.
Vive lá a minha melhor amiga, e é graças a ela que eu tanto adoro esta terra. Antes, nem fazia a mínima ideia que existia uma aldeia com tal nome, se mo dissessem diria algo que ‘Isso deve ser uma merda! Deve ser só serranada’, mas, antes pelo contrário. Existem pessoas espectaculares naquela terra, existem pessoas que me marcaram muito e que me fizeram passar momentos inesquecíveis.
Aquelas manhãs a andar de bicicleta no meio da chuva, aquelas tardes em que estamos três horas a andar de bicicleta, e a virar a aldeia de um lado ao outro e aquelas noites em que só faço porcaria com a melhor amiga.
As tardes de ice tea, a lanchar no parque, a andar de baloiço, a cantar feita parva e as noites a ligar em privado para pessoas totalmente ao calhas com a Jéssica e com a melhor amiga.
E aquelas manhãs, tardes e noites, quer seja em silencio, ou a rir, ou a falar, ou simplesmente estar junto do Diogo, fazem-me feliz.
Esta terra já me deu tanta coisa em que pensar, já me deu tantos momentos excelentes, já me deu uma vida.
Sempre que lá estou e vejo aqueles lugares, há uma memória. Há uma memoria em cada sitio, em cada pormenor.
Tenho sempre um nervoso quando entro em algum café, ou quando vou a algum lado. Mas é uma sensação tão boa, é uma sensação que nunca quero mudar.
Pode parecer estranho, tendo em conta que vivo numa cidade espectacular e pode ser só uma opinião minha que virá a mudar, mas se eu pudesse eu mudava-me para aqui. Por muito mais que me custasse deixar Coimbra, mudava-me para aqui, mudava-me para ao pé das pessoas que me fazem muito, mas mesmo muito feliz.
Sepins, Rua da Areia, Espinheiro? Epah eu sei lá, só sei que me mudava e era já !

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